Agora, num vlog em que sou frequente.
http://letrarlhetu.blogspot.com/
Você pode se deparar com o estranho ou o estranho deste ao belo e o belo deste todos os dias da semana.
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Agradecido.
Um terror aos olhos de um Vagabundo. A felicidade aos olhos de um Vagabundo. Um Vagabundo aos olhos da coragem.
terça-feira, 1 de março de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Revista Macondo: Blog dos editores
Revista Macondo: Blog dos editores: "05.02.11TEASER IS IN THE AIR Boa tarde a todos!Hoje nos aventuramos na produção de um teaser para auxiliar na divulgação da revista! O mesmo..."
Uma crônica...
No sol vivo acolhendo o mundo na face das três horas me vi deitado, sob um banco traseiro de um carro olhando a urbana paisagem da estrada e o verde natural de campos e com o sabor de uma bala de morango na boca, no aconchego da mais doce garota em meus braços. Seus olhos fechados lembrando a noite de sono acariciavam minha visão com ternura e eu não podia deixar de olhar para aquele rosto submerso num sonho de tarde, leve. Ela se mexeu buscando conforto e acordou. Seus olhos encontraram os meus num brilho indescritível buscando algo e eu acariciei seus cabelos juntamente ao vento frio que tufava em nós, minha mão desceu até o seu queixo e trouxe-a até mim. Fechei os olhos e acho que entrei num sonho, quando seus lábios tocaram nos meus, feito mel e me fizeram suspirar...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A atração
Descendo vagarosamente, é doce
Toca em cheio em queda lenta
Hesita, e desce
Ele sente e o esquenta
Toca com os lábios, é preciso doçura
Mexe e se mistura, ora amargo, ora não
Está quente de mais agora
Esfria um pouco, mais lentidão
E sobe. A sensação é transbordante
É doce, gostoso
É suplicante
É harmonioso
Dançam energicamente fundo
Está quase no fim, agora não!
Nada mais é importante no mundo
Permanece o clima... do mel com limão
Toca em cheio em queda lenta
Hesita, e desce
Ele sente e o esquenta
Toca com os lábios, é preciso doçura
Mexe e se mistura, ora amargo, ora não
Está quente de mais agora
Esfria um pouco, mais lentidão
E sobe. A sensação é transbordante
É doce, gostoso
É suplicante
É harmonioso
Dançam energicamente fundo
Está quase no fim, agora não!
Nada mais é importante no mundo
Permanece o clima... do mel com limão
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Algo de dentro de mim.
“Era o início de tudo e bem como dizia nossa Clarice, era a pré-história da pré-história, onde tudo começou com um sim.”
Não sei se realmente houve um sim, porque eu vim depois dele - se ele veio antes de mim - e me deparei com o nada, muito embora, o nada foi se tornando algo enquanto seguia. Estava um breu e eu conheci o escuro, mas como saber se é o escuro sendo que do claro nada sabia? Então veio-me a luz e eu conheci o escuro. Neste acasalamento perguntei-me o que seria da luz, se não houvesse o escuro nela. Era um devaneio então continuei caminhando.
Adiantei-me nesse mundo com um verbo “ir” então eu fui e conheci Gênesis. Conjeturei se aquilo era o certo, mas precisei conhecer o errado e antes disso algo que me é mistério até hoje: a maçã, porque se existe a maçã, o que não existe para que ela possa existir?
- Apenas coma – me disse.
E eu comi. Serpenteou minhas vias sanguíneas e eu conheci a vida. A verdadeira vida era vermelha. E eu conheci o errado, mas o certo jamais, pois se fiz o errado, não soube o que é certo então o errado era o certo do mesmo jeito.
Caminhei mais entre breu e luz, tudo era novo, é claro, o velho nem se quer existia e vi mais adiante eu. Era eu porque o ser era o mesmo, mas não era eu, eu não estava onde me vi.
O primeiro olhar sim era como eu fui. O segundo me tocou e já não era eu, nem mais. O terceiro olhar eu conheci o coração e ele conheceu a mim. Eu não sei como ele é, mas o sinto. À medida do olhar vi o que não era eu mais e fui até ele. E me perdi. Se existe ele, o que não existe para ser ele? Ela. Ela não existia. Existe, portanto, agora.
Lembrei da maçã e lembrei do início que não sei se o era, ainda não o sei. E disse que sim a ela. E ela nem eu existíamos mais não era mais eu e tampouco a era. Era o amor.
E eu conheci o amor e não me lembrei do que não existe para ter amor, não precisava.
Ela e eu continuamos e o que mais, eu pergunto, o que mais eu preciso conhecer se não mais ela e o amor?
Não sei se realmente houve um sim, porque eu vim depois dele - se ele veio antes de mim - e me deparei com o nada, muito embora, o nada foi se tornando algo enquanto seguia. Estava um breu e eu conheci o escuro, mas como saber se é o escuro sendo que do claro nada sabia? Então veio-me a luz e eu conheci o escuro. Neste acasalamento perguntei-me o que seria da luz, se não houvesse o escuro nela. Era um devaneio então continuei caminhando.
Adiantei-me nesse mundo com um verbo “ir” então eu fui e conheci Gênesis. Conjeturei se aquilo era o certo, mas precisei conhecer o errado e antes disso algo que me é mistério até hoje: a maçã, porque se existe a maçã, o que não existe para que ela possa existir?
- Apenas coma – me disse.
E eu comi. Serpenteou minhas vias sanguíneas e eu conheci a vida. A verdadeira vida era vermelha. E eu conheci o errado, mas o certo jamais, pois se fiz o errado, não soube o que é certo então o errado era o certo do mesmo jeito.
Caminhei mais entre breu e luz, tudo era novo, é claro, o velho nem se quer existia e vi mais adiante eu. Era eu porque o ser era o mesmo, mas não era eu, eu não estava onde me vi.
O primeiro olhar sim era como eu fui. O segundo me tocou e já não era eu, nem mais. O terceiro olhar eu conheci o coração e ele conheceu a mim. Eu não sei como ele é, mas o sinto. À medida do olhar vi o que não era eu mais e fui até ele. E me perdi. Se existe ele, o que não existe para ser ele? Ela. Ela não existia. Existe, portanto, agora.
Lembrei da maçã e lembrei do início que não sei se o era, ainda não o sei. E disse que sim a ela. E ela nem eu existíamos mais não era mais eu e tampouco a era. Era o amor.
E eu conheci o amor e não me lembrei do que não existe para ter amor, não precisava.
Ela e eu continuamos e o que mais, eu pergunto, o que mais eu preciso conhecer se não mais ela e o amor?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Troca de Turno.
O lugarinho que fica
A Marca do trem
Trota e trota
Tratando de seguir, ah, olha que vem!
Troca agora de banco
Leva o tratorzinho daqui, menino
Deixa sentar a grávida de brinco
E brinca sem tristeza, garotinho
Apita fumando fundo
A fornalha fumega
Entre trocas de carvão do vagabundo
Flutua na carga, o vinho da adega
Chega e crepita a chuva
Tatraca no trilho
O homem apaga o fumo
O sino badala chorando, é a troca de turno.
A Marca do trem
Trota e trota
Tratando de seguir, ah, olha que vem!
Troca agora de banco
Leva o tratorzinho daqui, menino
Deixa sentar a grávida de brinco
E brinca sem tristeza, garotinho
Apita fumando fundo
A fornalha fumega
Entre trocas de carvão do vagabundo
Flutua na carga, o vinho da adega
Chega e crepita a chuva
Tatraca no trilho
O homem apaga o fumo
O sino badala chorando, é a troca de turno.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
"Não negarei a maior amizade minha, nem mesmo que todo o céu se torne chamas
Não negarei a amizade nem mesmo que as trovoadas cessem as viajens, jamais.
Ou que caia em lástimas a maior das pragas.
Não te negarei, nem por fim ou início dos tempos nem por mais,
Não te deixarei lá acostada em lamentos
Não te prometo nada em palavras, promessas devem ser sentidas em momentos
Não te negarei para a vida ou para pretextos
Somente te negarei se negar, te levar à bem-feitos
Negarei este poema se pedir versos sem defeitos"- KIaus Castagnotto.
Não negarei a amizade nem mesmo que as trovoadas cessem as viajens, jamais.
Ou que caia em lástimas a maior das pragas.
Não te negarei, nem por fim ou início dos tempos nem por mais,
Não te deixarei lá acostada em lamentos
Não te prometo nada em palavras, promessas devem ser sentidas em momentos
Não te negarei para a vida ou para pretextos
Somente te negarei se negar, te levar à bem-feitos
Negarei este poema se pedir versos sem defeitos"- KIaus Castagnotto.
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